"eu defenderei até a morte o novo por causa do antigo e até a vida o antigo por causa do novo.
O antigo que já foi novo é tão novo como o mais novo."
Augusto de Campos (Verso, reverso, controverso)

domingo, 9 de maio de 2021

Comemoramos o 10 de Maio - Parabéns Maringá! 74 Anos!



Por JC Cecilio


domingo, 11 de abril de 2021

Expresso Maringá - Criolo e Seresteiro - 1975

 

Álbum em LP:  Expresso Maringá - selo da gravadora Japoti Ltda.(1975)

Jerônimo Divino Tomaz (Criolo) nasceu na cidade de Ituiutaba, no estado de Minas Gerais.
Osvaldo Severino da Silva (Seresteiro) nasceu na cidade de Iturama, também no estado de Minas Gerais.
Ainda em Ituiutaba, 

Criolo fez sua primeira formação musical com sua irmã caçula Iolanda, formando a dupla "Criolo e Landinha", gravando dois discos e alcançando grande sucesso com as músicas "Coração Solitário" e "Não Me Convém", ambas de sua autoria. Com o casamento de Landinha, ela afastou-se da carreira artística. Com a interrupção da carreira com sua irmã, Criolo ainda jovem, partiu para São Paulo, onde morou por vários anos, constituindo a dupla "Criolo e Seresteiro".

Criolo e Seresteiro fizeram parte de três grandes emissoras de São Paulo (Rádio Tupi, Rádio Record e finalmente, Rádio Nacional), dando-lhes muito nome. Gravaram a música "Cabelo Loiro" no primeiro disco. Logo em seguida mais nove discos foram gravados, ficando a dupla conhecida em todo território nacional. Fizeram grande sucesso com as músicas "Mulher Volúvel", "Amor Ausente", "Vai com Deus", "Percorrendo o Brasil", "Depois de um Ano", "Quatro Beijos", "Berrante da Meia Noite", "Ranchinho de Luto", entre muitas outras de grande repercussão.
Com o afastamento de Seresteiro por motivos particulares, a dupla foi interrompida e Criolo continuou formando uma nova dupla com Barrerito, que também fez parte da Rádio Record de São Paulo. 

Gravaram alguns discos, e depois a dupla também se desfez.
Criolo formou dupla com Carlito (Mauril Leal de Paula, nascido em Frutal, no estado de Minas Gerais), com quem gravou dois discos.
Criolo ainda formou dupla com Serra Negra e Carrerito. Na década de 80 formou dupla com Juvenil, e sua última formação foi com Aladin.


Seresteiro também teve outras formações de dupla com Baduy e com Tubarão.
Criolo faleceu no dia 07 de janeiro de 2013.   

EXPRESSO MARINGÁ

Meu amorzinho está de partida
Na despedida tive que chorar
Ela foi embora para bem distante
E talvez possa nunca mais voltar

Fiquei na beira da estrada esperando
Só para ver meu amor passar
Não pude ver meu bem pela janela
Só pude ler, Expresso Maringá

Fiquei sozinho no mundo vazio
O meu consolo é somente chorar
Quando eu estou na estrada passeando
E que escuto ao longe buzinar

A minha alma se sente em pedaços
Meu coração chega até parar
Malvado passa, não vejo meu bem
Só vejo escrito, Expresso Maringá

Estou cansado de tanto sofrer
Estou cansado de tanto chorar
Estou cansado de viver na espera
E meu benzinho não quer mais voltar

Amanhã mesmo estarei de partida
Minha querida quero encontrar
Adeus, adeus cidade querida
Está de partida o Expresso Maringá


Texto de Sandra Cristina Peripato (site Recanto Caipira)

Acervo pessoal de J.C. Ceciio (LP Expresso Maringá, 1975)


quinta-feira, 11 de março de 2021

"Antenando" - Notícias do Rádio


 

Na foto: Paulo Lenier Jorge (Lagarto), Itamar Bandeira Barbosa (Ratinho), Ivan Bandeira Barbosa, irmão de Ratinho (Coelho), Alcides Vaz (Cágado), Airton José Valentin (Tamanduá)
Anjos da Lua: Paulo Lenier Jorge (Lagarto), Itamar Bandeira Barbosa (Ratinho), Ivan Bandeira Barbosa, irmão de Ratinho (Coelho), Alcides Vaz (Cágado), Airton José Valentin (Tamanduá)

Anjos da Lua, este formidável conjunto que Maringá já se acostumou, nasceu do trio Vocalistas do Luar, composto de Itamar, Ivan e Paulo Jorge, e tinha a participação de Deneval Amaral e Gilberto. Em Curitiba, passou a integrar o conjunto, o Paciência, exímio baterista, juntamente com Alcides do contrabaixo. Nascia então o conjunto “Anjos da Lua”, que durante mais de um ano atuou na Cidade Sorriso (Curitiba), onde como em Maringá, grangearam grande número de amigos e simpatizantes.

Os simpáticos rapazes aqui aportaram no dia 21 de novembro de 1957 para uma pequena estada. Uns 3 meses talvez. Mas criaram em pouco tempo uma tal legião de fãs que lhes vedaram a partida. Resultado, os “Anjinhos”  sem dúvida alguma permanecerão mais dois ano em nossa cidade.

Não resta menor dúvida, que tem havido certo espírito de prevenção contra eles, mas como se sabe, nem Glenn Miller conseguia agradar toda uma multidão. Houve mesmo, época em que os Anjos repisaram certos arranjos, como Fita Amarela, e outros que fazia a plateia retorcer de “saturada”. Mas para felicidade geral, de uns meses para cá eles estão dando completa faxina no seu velho repertório, trazendo muita coisa nova, muita coisa boa, por sinal. Bravos, rapazes.

Mas não parem nunca. Variedade sempre. E vocês  morrerão em Maringá...

*

Lindolfo Luiz (com o microfone), o nosso melhor locutor, não deve nada aos grandes do nosso Rádio. Na reportagem, no improviso, na animação de auditório, na locução comercial, o menino se sai maravilhosamente. Não resta dúvida, que se está em Maringá por amor à terra.
*

Zezinho e Zorinho marcam o evento mais importante de sua carreira artística, gravando pela “Chantecler” 4 composições de nossos compositores. Esta dupla era sucesso no Brasil e viviam sempre em Maringá, muito querida dos amigos maringaenses.

Em 1959, gravaram a música "O Desastre de Avião", onde narram o tragédia do avião caça da FAB no centro de Maringá, em 11 de maio de 1957.

Abaixo, a toada:



 *

Moacyr Saveli é indiscutivelmente um dos excelentes elementos da Organização Samuel Silveira. Dirigindo o “Clube do Caçula”, já fazem vários anos, vem dando um feitio inteligente a esse club mirim da Rádio Cultura de Maringá

 *

Mais:

Joe Silva, foi escolhido para dirigir a novíssima Organização Samuel Silveira, Rádio Cultura de Apucarana, cujo funcionamento está na dependência da entrega da aparelhagem por parte da Sociedade Técnica Paulista.


Fonte: Revista A Estampa do Norte do Paraná (1958 e1959)

Fotos sem créditos (Dep. Fotográfico: Jasson Figueiredo/Inácio Takeuti) 

Acervo: JC Cecilio



sábado, 6 de março de 2021

Joubert de Carvalho: 121 Anos!

Compositor e médico que imortalizou a canção que originou a cidade de Maringá, além de outras centenas de composições.

Joubert Contijo de Carvalho (Uberaba,MG 1900 - Rio de Janeiro,RJ 1977)
 
O Busto acima foi instalado na Praça Raposo Tavares (com sua presença, em 1972) onde está a Rua Joubert de Carvalho (batizada com sua presença em 1959)


O piano onde foi composta a canção Maringá encontra-se no Teatro Calil Haddad.

MARINGÁ, composição de Joubert de Carvalho, interpretado por Delora Bueno no LP Cânticos Brasileiros.


Fonte: Nova História da Musica Popular Brasileira - Abril Cultural (1977)
Youtube:  Maringá - Delora Bueno no LP Cânticos Brasileiros.



quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Atenção, passageiros...

 

 




Horários de pouso e decolagem a partir dos Aeroportos de Maringá e região (entre 15 de setembro e 14 de outubro de 1955) - Companhias VASP e REAL-Aerovias Brasil.

Fonte: Guia Aeronáutico - revista mensal - setembro/outubro de 1955. 

                   Acervo particular: JC Cecilio

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Maringá Canadense

O jipe verde-amarelo em pleno Alasca a caminho do Círculo Polar Ártico - com temperatura até 37 graus negativos


Um jipe com 50% de peças brasileiras atinge o Alasca, percorrido 44 mil quilômetros!

Num jipe verde-amarelo pilotado por três escoteiros brasileiros: Charles Downey, Hugo Vidal e Jan Stekly, empreenderam do Rio de Janeiro ao Canadá, passando por quase todos os países das Américas. Em seguida, rumaram para o Alasca e depois retornaram ao Brasil. 

O jipe (modelo Jeep, da Willys-Overland do Brasil S.A.) foi montado em São Paulo com 50% de peças genuinamente brasileiras, para teste de performance e resistência, além da grande aventura dos jovens rumo ao Círculo Polar Ártico. 
A expedição foi batizada de "Operation Pineapple". 

Maringá Canadense

Charles Downey:

"Em Winnipeg, em companhia de escoteiros que havíamos conhecidos no jamboree dos Novos Horizontes, passamos alguns dias visitando as pitorescas redondezas das cidade onde já se nota claramente o espírito pioneiro típico do Oeste canadense, e continuando viagem atravessamos as províncias de Manitoba, Saskatchewan e Alberta, rumo a Edmonton. Esta uma cidade que tem crescido enormemente nas últimas décadas, no estilo das cidades novas no Brasil. Nós lhe damos o cognome de "Maringá Canadense" ".

Tempestade de neve

"Em Edmonton fizemos os apontamentos finais e saímos rumo a Dawson Creek, ponto inicial da tão comentada "Alaska Highway", estrada de 2.400 quilômetros que atinge as cidades de Fairbanks e Anchorage no Alasca. Tínhamos ouvido todo tipo de "histórias" sobre este trajeto: alguns diziam que seria impossível fazer a viagem nesta época do ano, pois a estrada estaria bloqueada de neve; outros achavam que n´s nunca voltaríamos. A via porém não era nada que tínhamos ouvido. A estrada de terra mas muito bem conservada - tem muitas curvas, o que obriga o motorista a dirigir com a máxima precaução e em alguns lugares está coberta de com uma camada de gelo que a torna extremamente escorregadia. Em diversas ocasiões encontramos carros e caminhões que após terem escorregado no gelo, caíram fora da estrada. Ao chegar perto da fronteira com o território de Yukon fomos colhidos  por uma tempestade de neve que durou uma manhã inteira e cobriu a estrada com uma camada de 20 centímetros.  A tração nas quatro rodas tornou-se muito útil nestas condições".

Viagem de Regresso

"Exatamente uma semana após termos partido de Dawson Creek, atingimos Fairbanks onde fomos cordialmente  recebidos pelos dirigentes do escotismo local e por autoridades da Força Aérea Americana que muito gentilmente nos hospedaram numa das bases, próximas à cidade. A estrada de rodagem que mais se aproxima do Círculo Polar Ártico é a que liga Fairbanks com o povoado de Circle City, 250 quilômetros ao nordeste. Esta via não é conservada no inverno, ficando sepultada sob a neve desde outubro até março. Apesar de serem muito remotas as possibilidades de atingirmos Circle City, partimos para Fairbanks visando aproximarmos o mais possível do Círculo Ártico nestas condições. Os primeiros 45 quilômetros foram fáceis pois a neve tinha apenas 10 a 15 centímetros de profundidade. Lentamente, à medida que a estrada sobe para transpor a primeira serra a neve aumentava, e durante umas três horas viajamos abrindo caminho numa camada de 30 centímetros, usando constantemente a segunda e primeira marcha.
Exatamente ao atingirmos o Km 29, às 16h30 (já noite fechada) no cume da serra, a estrada  encontrava-se completamente bloqueada pela neve que atingia mais de 1 metro acumulada pelo vento. Tiramos várias fotografias com flash deste local histórico para nós e demos meia volta. Havíamos atingido um ponto a 112 quilômetros ao sul do Círculo Polar Ártico, registrando a temperatura mínima de -37º C, tendo percorrido 44.367 quilômetros em viagem".





Fonte: 

Revista A&A - Automóveis e Acessórios - Janeiro 1956.

Livro:  Flashes de uma Aventura (Hugo J. Vidal)  - Editora Overlander - 2017



quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Zé Maringá, Zé Maringá...

 

José Ignácio da Silva e Eleutéria Cordeiro da Silva - ao fundo, registro da abertura da estrada Maringá-Porto São José e do Hotel Campestre/Maringá - 10/11/1942 - Cia. de Terras Norte do Paraná/Prefeitura de Londrina.



Zé Maringá, Zé Maringá... !

   José Maringá entrou na mata cantarolando “Maringá”, um carpinteiro de ofício,  construiu um pequeno hotel e sua casa juntamente com sua esposa Eleutéria Cordeiro.  De repente viu que tinha fundado uma cidade!

 Do brabo, mas também divertido pioneiro Zé Maringá (José Ignácio da Silva):

Lá, no início da década de 1950...

Um repórter forasteiro na “cidade-moça” diz ao Zé Maringá:

“Quero saber sua história”.

Zé Maringá negou-se a falar ou tirar fotografias. Justifica a sua atitude pelo fato de já ter sido explorado por jornalistas inescrupulosos que passaram pela região.

“Outros que aqui estiveram afirmaram que nada queriam, depois me exigiram 50 contos cada um, e nunca saiu nas revistas!”

O repórter insistiu. Zé Maringá permanece firme!

Então, este repórter corre ao hotel e apanha um exemplar da “Time” com uma foto dele para atestar a credibilidade de jornalista. José Ignácio sacudiu a cabeça, negativamente:

“Eu nunca ouvi falar desta  tal Time.  Time que eu saiba é só pra jogo de bola! Não acredito nisso! Aqueles seus companheiros que tomaram meu dinheiro, também traziam revistas feitas em Londrina pra enganar a gente. Esta deve ser a mesma coisa!”