Blog voltado à temática histórica, cultural, artística e ecológica da cidade de Maringá e região.
domingo, 9 de maio de 2021
domingo, 11 de abril de 2021
Expresso Maringá - Criolo e Seresteiro - 1975
Jerônimo Divino Tomaz (Criolo) nasceu na cidade de Ituiutaba, no estado de Minas Gerais.
Osvaldo Severino da Silva (Seresteiro) nasceu na cidade de Iturama, também no estado de Minas Gerais.
Ainda em Ituiutaba,
Criolo fez sua primeira formação musical com sua irmã caçula Iolanda, formando a dupla "Criolo e Landinha", gravando dois discos e alcançando grande sucesso com as músicas "Coração Solitário" e "Não Me Convém", ambas de sua autoria. Com o casamento de Landinha, ela afastou-se da carreira artística. Com a interrupção da carreira com sua irmã, Criolo ainda jovem, partiu para São Paulo, onde morou por vários anos, constituindo a dupla "Criolo e Seresteiro".
Criolo e Seresteiro fizeram parte de três grandes emissoras de São Paulo (Rádio Tupi, Rádio Record e finalmente, Rádio Nacional), dando-lhes muito nome. Gravaram a música "Cabelo Loiro" no primeiro disco. Logo em seguida mais nove discos foram gravados, ficando a dupla conhecida em todo território nacional. Fizeram grande sucesso com as músicas "Mulher Volúvel", "Amor Ausente", "Vai com Deus", "Percorrendo o Brasil", "Depois de um Ano", "Quatro Beijos", "Berrante da Meia Noite", "Ranchinho de Luto", entre muitas outras de grande repercussão.
Com o afastamento de Seresteiro por motivos particulares, a dupla foi interrompida e Criolo continuou formando uma nova dupla com Barrerito, que também fez parte da Rádio Record de São Paulo.
Gravaram alguns discos, e depois a dupla também se desfez.
Criolo formou dupla com Carlito (Mauril Leal de Paula, nascido em Frutal, no estado de Minas Gerais), com quem gravou dois discos.
Criolo ainda formou dupla com Serra Negra e Carrerito. Na década de 80 formou dupla com Juvenil, e sua última formação foi com Aladin.
Seresteiro também teve outras formações de dupla com Baduy e com Tubarão.
Criolo faleceu no dia 07 de janeiro de 2013.
EXPRESSO MARINGÁ
Meu amorzinho está de partida
Na despedida tive que chorar
Ela foi embora para bem distante
E talvez possa nunca mais voltar
Fiquei na beira da estrada esperando
Só para ver meu amor passar
Não pude ver meu bem pela janela
Só pude ler, Expresso Maringá
Fiquei sozinho no mundo vazio
O meu consolo é somente chorar
Quando eu estou na estrada passeando
E que escuto ao longe buzinar
A minha alma se sente em pedaços
Meu coração chega até parar
Malvado passa, não vejo meu bem
Só vejo escrito, Expresso Maringá
Estou cansado de tanto sofrer
Estou cansado de tanto chorar
Estou cansado de viver na espera
E meu benzinho não quer mais voltar
Amanhã mesmo estarei de partida
Minha querida quero encontrar
Adeus, adeus cidade querida
Está de partida o Expresso Maringá
Acervo pessoal de J.C. Ceciio (LP Expresso Maringá, 1975)
quinta-feira, 11 de março de 2021
"Antenando" - Notícias do Rádio
Anjos da Lua, este formidável conjunto que Maringá já se acostumou, nasceu do trio Vocalistas do Luar, composto de Itamar, Ivan e Paulo Jorge, e tinha a participação de Deneval Amaral e Gilberto. Em Curitiba, passou a integrar o conjunto, o Paciência, exímio baterista, juntamente com Alcides do contrabaixo. Nascia então o conjunto “Anjos da Lua”, que durante mais de um ano atuou na Cidade Sorriso (Curitiba), onde como em Maringá, grangearam grande número de amigos e simpatizantes.
Os simpáticos rapazes aqui aportaram no dia 21 de novembro
de 1957 para uma pequena estada. Uns 3 meses talvez. Mas criaram em pouco tempo
uma tal legião de fãs que lhes vedaram a partida. Resultado, os “Anjinhos” sem dúvida alguma permanecerão mais dois ano
em nossa cidade.
Não resta menor dúvida, que tem havido certo espírito de
prevenção contra eles, mas como se sabe, nem Glenn Miller conseguia agradar
toda uma multidão. Houve mesmo, época em que os Anjos repisaram certos arranjos,
como Fita Amarela, e outros que fazia a plateia retorcer de “saturada”. Mas
para felicidade geral, de uns meses para cá eles estão dando completa faxina no
seu velho repertório, trazendo muita coisa nova, muita coisa boa, por sinal.
Bravos, rapazes.
Mas não parem nunca. Variedade sempre. E vocês morrerão em Maringá...
*
Moacyr Saveli é indiscutivelmente um dos excelentes elementos da Organização Samuel Silveira. Dirigindo o “Clube do Caçula”, já fazem vários anos, vem dando um feitio inteligente a esse club mirim da Rádio Cultura de Maringá.
Mais:
Joe Silva, foi escolhido para dirigir a novíssima Organização Samuel Silveira, Rádio Cultura de Apucarana, cujo funcionamento está na dependência da entrega da aparelhagem por parte da Sociedade Técnica Paulista.
Fonte: Revista A Estampa do Norte do Paraná (1958 e1959)
Fotos sem créditos (Dep. Fotográfico: Jasson Figueiredo/Inácio Takeuti)
Acervo: JC Cecilio
sábado, 6 de março de 2021
Joubert de Carvalho: 121 Anos!
Compositor e médico que imortalizou a canção que originou a cidade de Maringá, além de outras centenas de composições.
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021
Atenção, passageiros...
terça-feira, 2 de fevereiro de 2021
Maringá Canadense
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| O jipe verde-amarelo em pleno Alasca a caminho do Círculo Polar Ártico - com temperatura até 37 graus negativos |
quinta-feira, 31 de dezembro de 2020
Zé Maringá, Zé Maringá...
Zé Maringá, Zé Maringá... !
José Maringá entrou
na mata cantarolando “Maringá”, um carpinteiro de ofício, construiu um pequeno hotel e sua casa
juntamente com sua esposa Eleutéria Cordeiro. De repente viu que tinha fundado uma cidade!
Lá, no início da década de 1950...
Um repórter forasteiro na “cidade-moça” diz ao Zé Maringá:
“Quero saber sua história”.
Zé Maringá negou-se a falar ou tirar fotografias. Justifica
a sua atitude pelo fato de já ter sido explorado por jornalistas inescrupulosos
que passaram pela região.
“Outros que aqui estiveram afirmaram que nada queriam,
depois me exigiram 50 contos cada um, e nunca saiu nas revistas!”
O repórter insistiu. Zé Maringá permanece firme!
Então, este repórter corre ao hotel e apanha um exemplar da “Time”
com uma foto dele para atestar a credibilidade de jornalista. José Ignácio
sacudiu a cabeça, negativamente:
“Eu nunca ouvi falar desta tal Time.
Time que eu saiba é só pra jogo de bola! Não acredito nisso! Aqueles seus
companheiros que tomaram meu dinheiro, também traziam revistas feitas em
Londrina pra enganar a gente. Esta deve ser a mesma coisa!”












